Lula e a sombra

 Ilimar Franco e Simone Iglesias:

  O ex-presidente Lula ironizou hoje, num almoço com senadores, no gabinete do líder do PTB, Gim Argelo (DF), a situação dos candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Na sua avaliação, as candidaturas de ambos terão de enfrentar muita pressão nos próximos meses. Esta seria feita por José Serra e Marina Silva, a quem chamou de “sombras”.

— Rapaz, nunca vi! São duas sombras gigantescas. A Marina sobre o Eduardo. E o Serra sobre o Aécio — afirmou Lula, segundo um senador presente.
          Após esta afirmação, um dos presentes ironizou dizendo que o pessoal (da oposição) diz que ele é a sombra da presidente Dilma, em alusão a possibilidade dele vir a ser candidato no ano que vem. Lula se manteve firme, como sempre faz nesta situação, afirmando que a sua candidata é a presidente Dilma.
— Eu não. Já fui presidente. Não sou mais. Mas se eles (oposição) insistirem muito, volto em 2018. Estou fazendo duas horas de ginástica todos os dias, para quê? – retrucou, rindo e provocando risos.
Mesmo que não tenha citado nomes, e a despeito de ter elogiado o ex-presidente José Sarney, em discurso no Senado, Lula criticou os presidentes da Câmara e do Senado, desta Legislatura (2011/2014), por não terem se unido para realizar uma reforma política. Ele afirmou que era melhor Câmara e Senado terem trabalhado juntos ao invés de criarem duas comissões separadas para debater uma proposta de mudanças.
— O país não poderia ter cruzado os braços e deixar de fazer uma reforma séria e ampla. O Congresso precisa buscar uma solução para isso, pois precisava ter agido — disse Lula, em referência a gestão dos ex-presidentes Marco Maia (PT) e José Sarney (PMDB) e aos atuais dirigentes da Câmara, Henrique Alves (PMDB), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB).
Lula também abordou a questão econômica, que tem sido uma fonte permanente de preocupação desde a crise internacional que eclodiu na Europa e parou os Estados Unidos. Ele lembrou que o país está às vésperas de um ano eleitoral e, por isso, ressaltou que não se pode brincar com dois patrimônios conquistados pelo país: o pleno emprego e à estabilização da inflação., O ex-presidente petista ainda fez ironia, dizendo considerar esdrúxulas receitas de economistas, que assistiu na TV e leu nos jornais, para conter a inflação.
— Estamos vivendo um momento muito bom, de pleno emprego, com juros estáveis. Vi o economista Paulo Leme, dizendo na TV que para o Brasil conter a inflação é preciso aumentar os juros e fechar postos de trabalho — relatou.
Lula também falou de futebol e reclamou do seu time, o Corinthians. Disse que o clube, depois que venceu o Mundial de Clubes se acomodou. E lamentou o pênalti cobrado (e desperdiçado) pelo jogador Pato, na partida contra o Grêmio, que desclassificou o time paulista da Copa do Brasil.
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